LOCAL DE APRESENTAÇÃO

SÃO PAULO
Local: Parque Villa Lobos
(Informações tel. 11 6846-6000)
Secretaria do Meio Ambiente - Governo do Estado de SP
Av. Queiroz Filho, s/n (entrada DETRAN, em frente ao supermercado Carrefour)
(Temporada Encerrada - 07-fev-2008 até 04-mai-2008)
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Alegría retrata uma época em que a fantasia e a mágica eram parte da rotina diária das pessoas – quando o mundo de cada um era sua família e sua comunidade e qualquer coisa além disso era o fantástico desconhecido.

O espetáculo inspira-se nas famílias circenses que cruzavam a Europa há não muito tempo e conta com o apelo universal do circo como elemento básico. Para o diretor Franco Dragone, personagens e performances remetem à redescoberta da ternura humana. “Nosso palco é um monumento imponente, uma estrutura indefinida que sugere uma instituição de grande poder e influência. Pesada em sua conotação, mas leve em sua execução”.

Assim,  os personagens moldam suas trajetórias e seu próprio universo. Com esperança e perseverança, tornam-se capazes de resistir às mudanças e transformações sociais causadas por embates históricos, como a luta pelo poder e seu próprio enfraquecimento e a evolução das antigas monarquias para as democracias modernas.

Nesta verdadeira “corte” – onde a imaginação reina, todas as emoções afloram e a diversão prevalece – bobos da corte, menestréis, mendigos, velhos aristocratas e crianças  mostram como é possível agir melhor individualmente e em conjunto, em busca de épocas que oferecerão mais oportunidades.

A atmosfera nostálgica é completada por uma iluminação que lembra os grande salões do século 17 e figurinos que vão do glamour da chamada Velha Ordem à agilidade da “Nova Ordem”. A música – executada ao vivo –, transita entre o jazz, o pop, o tango e o klezmer, com instrumentos acústicos e de percussão. Mais bem-sucedida da história do Cirque, a trilha de Alegría recebeu disco de platina duplo no Canadá, figurou na lista da Billboard durante 55 semanas e a faixa-título foi indicada ao Grammy de 1996, na categoria “Melhor Arranjo Instrumental com Vocais“.

Nove atos Já na abertura, “Trapeze Solo” desafia a lei da gravidade com giros em pleno ar e manobras harmônicas, numa dança que “captura a energia de cada momento da vida”. Na seqüência, uma verdadeira gangue surge em “Power Track”, utilizando um trampolim-surpresa para realizar acrobacias que primam pela velocidade e altura, apresentando a imponente força da juventude.

Em “Handbalancing“, um artista solitário eleva seu corpo no ar suspenso apenas por uma de suas mãos, utilizando a outra para criar formas elegantes e surpreendentes. Ritmos percussivos tribais dão a atmosfera para a “Fire-Knife Dance”, uma sedutora e ousada performance em que o artista manipula facas em chamas por seu corpo, dos pés às palmas das mãos, passando pela boca.

Na seqüência, dois solos: “Manipulation”, que combina delicadeza e flexibilidade a partir de elementos da ginástica olímpica, balé e malabares; e “Flying Man”, uma performance que exige toda a destreza do artista para controlar, ao mesmo tempo, a elasticidade do bungee e a força das argolas da ginástica olímpica.
Em estreitas barras - únicas, duplas, ou triplas -  colocadas sobre os ombros, os performers de  “Russian Bars” equilibram-se uns sobre os outros em saltos sincronizados e giros precisos, num alto nível de concentração e confiança mútua. Já “Contortion”, um duo, “esculpe” formas como se fosse uma entidade única, com movimentos em uma mesa rotatória aparentemente leve.

No encerramento, três barras colocadas no alto da tenda servem de “playground” em “Aerial High Bar”, onde acrobatas voem aos braços de receptadores suspensos pelo joelho em um “berço” em movimento e, ao final, num salto mortal sobre a rede de proteção.

Personagens – O imprevisível Fleur guia o público pelo mundo de Alegría. Os Velhos Pássaros Nostálgicos (Old Nostalgic Birds) observam as transformações como se ainda fossem jovens, poderosos e bonitos – como aristocratas – a admirar seus próprios reflexos em molduras sem espelhos. Outras testemunhas da passagem do tempo são os Palhaços (Clowns), verdadeiros “comentaristas” sociais de Alegría. Visionários e filósofos do absurdo, suas performances cômicas transformam o mundo num verdadeiro circo.

Tamir é um prestativo mago que aparece em situações importantes e desaparece tão logo cumpre sua missão. As Ninfas (The Nymphs) encantam por sua exuberância e beleza ao “passearem” pelo palco.  A Cantora Branca (The White Singer) é uma contadora de histórias que transforma em canção tudo que vê ao seu redor – da melancolia à felicidade. E tem na Cantora Negra (The Black Singer) seu alter ego – , que guarda muitos segredos.

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